

Cidalia Castro nasceu com uma herança musical forte. Sua família por parte de mãe é formada por artistas de diversas vertentes, como estilistas, artesãos e músicos. Sua avó materna era cantora e seu avô materno era trompetista. A mãe, cantora na juventude, a ensinava a cantar, com três anos de idade, músicas de estilo refinado, como Chega de Saudade e Desafinado, do grande maestro Tom Jobim, entre outros clássicos
Como não poderia deixar de ser, seu dom falou mais alto, e Cidalia Castro finalmente iniciou sua carreira em 1994, em um festival de música chamado FestValda, ocorrido no Circo Voador, no Rio de Janeiro.
No mesmo ano, iniciou seus estudos de canto com a professora Vera Maria do Canto e Mello.INFÂNCIA
Cidalia, filha única do casamento de seu pai com sua mãe (tem mais duas irmãs de casamentos anteriores de seu pai), era muito solitária. Sua infâcia foi de certa forma feliz, por ter sido criada em um sítio, cercada de natureza, animais de estimação e ar puro. Mas ao mesmo tempo foi uma infância bastante confusa. Seu pai, vinte e seis anos mais velho que sua mãe, era agressivo; nunca erguera a mão a ela nem sua mãe, mas abusava psicologicamente de ambas. As lembranças são de uma mãe jovem e deprimida, cantando lindas músicas cheias de melancolia pela casa, enquanto ela brincava, aproveitando que seu pai não estava em casa para se divertir com tranquilidade pois, quando ele estava presente, ela não podia nem rir um pouco mais alto que era agredida verbalmente. Desenvolveu então uma personalidade bastante introvertida, para evitar maiores problemas.
Essa personalidade introvertida a impediu de desenvolver amizades no colégio, o que já era normalmente difícil, pois sofria discriminação dos colegas por ser pobre. Em sua vizinhança também não fazia amizades, mas pelo motivo inverso: seus vizinhos julgavam que a família era rica, portanto a discriminavam por achar que ela era "esnobe", fama que não diminuía devido a sua personalidade cada vez mais initrovertida.
A própria família por parte de pai a discriminava, pois julgavam que sua mãe, uma pessoa extremamente digna mas, por ser tão mais nova que o pai dela e por ter vindo de família humilde, estaria naquele casamento para dar algum golpe, ou simplesmente "não estava à altura" daquele homem. Então a maior parte de sua família paterna considerava Cidalia como "filha bastarda" de seu pai.
Cidalia, portanto, sentia-se em um "limbo", não sabia ao certo quem era, ou onde era seu lugar no mundo, e cresceu com esse sentimento de total deslocamento. O que a salvava eram as músicas que ela escutava em seu rádio, que ganhou de presente aos cinco anos, e do qual jamais desgrudava, era o seu único companheiro e melhor amigo.
Ela costumava gravar tudo que podia, registrar sons, risos, bichos, e seus pensamentos e brincadeiras. Com ele ela podia ser espontânea, pois aquele gravador não a julgava nem discriminava. Só trazia conforto e paz de espírito. Ela tinha inúmeras fitas, onde gravava as músicas que mais adorava para ouvir quando quisesse e quando precisasse de alento. Ficava acordada pela madrugada ouvindo seu programa de flashback favorito apenas para esperar a hora em que suas músicas preferidas iriam tocar.
Diferente das demais crianças de sua idade, preferia muitas vezes escutar coisas que não eram de seu tempo, bandas que fizeram sucesso nas décadas anteriores, como os grupo Chicago, Level 42, Toto, as cantoras Deniece Williams, Dione Warwick, os cantores Stevie Wonder, Johnny Mathis. Era fã de uma banda de seu tempo: o Balão Mágico. Seu pai, técnico de polo aquático, tinha como aluno o então diretor artístico da CBS (atual Sony Music), Marcos Maynard, que mandava sempre cópias invendáveis dos lançamentos da gravadora, e entre eles veio o primeiro disco do Balão Mágico, com o qual ela logo se identificou.
Com o passra dos anos, ela acalentava cada vez mais o sonho de trabalhar um dia com o que mais gostava e mais lhe fazia bem: a música. A vontade foi crescendo, mas ela não via saída: não conhecia nenhum músico, não tinha dinheiro e não sabia por onde começar. Mas acreditava que o importante era o sonho, e que Deus delinearia os caminhos. Nunca perdeu a fé.
Em 1990, escutou no rádio uma voz que lhe chamou a atenção de forma arrebatadora: uma moça americana, cantando uma balada com um quê de anos 50, diferente de tudo que ela já havia escutado, com uma voz poderosa. Ela se encantou e pensou que se tratasse de mais uma cantora negra, como Whitney Houston. Mas um dia ela se deparou com um trecho do vídeo como parte do anúncio da trilha sonora de uma novela , e pôde atribuir um rosto àquela voz divina: uma moça de pele clara e jovem como ela. Seu nome era Mariah Carey. Quando ela viu que havia semelhança física, tomou-a como exemplo, inspiração, pois antes achava que estaria totalmente fora de alcance cantar esse estilo de música tão bem, pois acreditava que apenas os negros conseguiam cantar dessa maneira especial. Seu coração se encheu de esperança.
Quando ela tomou conhecimento da história de vida de Mariah, ela passou a acreditar com mais força no sonho: Mariah era pobre e discriminada como ela. A identificação com a moça foi imediata. Logo ela passou a ter inspiração para trocar seus desenhos por composições musicais, escrevendo sua primeira canção ainda adolescente, e treinando canto da única maneira que tinha ao alcance: ouvindo as canções de Mariah e repetindo o que escutava da melhor maneira possível.
Como não tinha condições financeiras de ter aulas de canto, seguia treinando mas, a medida que o tempo passava, maior se tornava a necessidade de ter aulas de técnica vocal, pois sozinha ela já não sabia mais o que fazer. Então pediu ajuda a mãe, e elas foram juntas procurar por um professor de canto. Encontraram um em uma escola de música de um bairro próximo, que as recebeu com má vontade e, olhando para ela com desdém, falou que tinha certeza de que ela não tinha condições de fazer aulas com ele, pois ele era "muito caro". Nem sequer parou para escutá-la. Mais uma vez fora huilhada por ser pobre. Voltaram para casa decepcionadas.
Mas dentro de si a esperança não morreu: ela sonhava em ter aulas com a professora conceituada Vera Maria do Canto e Mello. Professora de celebridades, parecia inatingível, mas um dia, após assistir uma matéria sobre a professora em um programa de tv, jurou que ia realizar seu sonho de fazer aulas com a mestra.
Prestes a se formar no ensino médio, em 1994, estava resolvida: iria tentar a carreira de cantora. E continuava com a convicção de que os caminhos se abririam de alguma forma. Um dia ela olhou no jornal e viu o anúncio de um festival de música estudantil patrocinado pelas pastilhas Valda, o FestValda, que aconteceria no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Nem sabia como, mas resolveu entrar. Podia-se participar tanto com música inédita, como com algum cover.
EM BUSCA DO SONHO
Fã do grupo americano Chicago, conheceu seu ídolo Laudir de Oliveira, percussionista da banda por 8 anos, em sua volta ao Brasil, em 1991. Em 1994, pediu orientação a Laudir em relação a quem poderia ajudá-la com canções inéditas em seu estilo e bons músicos para formar uma banda para se apresentar no FestValda.
Laudir então indicou seu amigo, o produtor Junior Mendes, que tinha composições inéditas de pop/soul que se adequavam ao seu estilo. No fim, acabou cantando um cover. Mas fez um importante elo.
Júnior Mendes indicou músicos que trabalhavam com seu filho mais velho, o também músico Cau Mendes. Juntos, acabaram formando a banda Loop e gravando um álbum, que teve um single na trilha sonora da novela da Rede Globo História de Amor, de Manoel Carlos. Fizeram vários shows, gravaram uma versão em espanhol do single de estréia para o mercado latino. Mas os interesses da banda e seus interesses já não batiam mais, então Cidalia se viu obrigada a deixar a banda e seguir em carreira solo.
Nesse mesmo ano, 1994, ela conseguiu, em um consultório de uma dermatologista, com uma mulher também de nome Vera, o contato com Vera do Canto e Mello, que era professora de canto de seu filho. Foi com a cara e a coragem, e a ajuda de uma prima, que ela e a mãe marcaram uma entrevista com a mestra e foram ao seu encontro.
No programa que ela assistiu, observou que Vera Maria adorava Cole Porter, e ensaiou para a audição a canção Night and Day. Acertou em cheio, encantando Vera com seu talento tão desenvolvida para alguém que nunca havia tido nenhuma noção de técnica vocal antes. Vera dizia que Cidalia "já nasceu pronta". E quis ajudar. "Comprou a briga" e desenvolveu o talento nato de Cidalia, tornando-se um divisor de águas na vida e carreira dela: "antes e depois de Vera do Canto e Mello". Vera não só lapidava seu talento, mas lapidava também sua auto-estima, ajudando-a a acreditar com mais força em si mesma. O sonho de estudar com a mestra havia enfim se realizado, e não podia ser de forma melhor.
Com o tempo, tornou-se uma de suas pupilas preferidas, sendo várias vezes citada como exemplo para outros alunos, e admirada por vários deles, fazendo também grandes e importantes amizades, como as cantoras/atrizes Kiara Sasso, Alessandra Maestrini, Alessandra Verney, os cantores Betto Serrador, Kiko Furtado, entre tanto outros. Fez com esses talentos vários recitais, sob a orientação e comando de Vera .
SEGUINDO O TRABALHO
Em 1995, conheceu o cantor Edmon Costa, que a apresentou para o produtor Torcuato Mariano, que mais tarde, em 1996, a convidaria para participar da turnê de Flavio Venturini, cujo CD Beija-Flor estava produzindo na época, para fazer com ele alguns duetos durante a turnê Beija-Flor, como o clássico dueto Partituras, composição dele e de Jane Duboc.
Logo após a Turnê de Flavio, Junior Mendes indicou Cidalia Castro para integrar a banda do grande Tim Maia, como backing vocal, entrando para a banda em novembro de 1997 e permanecendo até um pouco depois da morte do cantor, em 1998. A banda Vitória Régia seguiu um trabalho que dava andamento a um projeto inacabado de Tim Maia, que seria de fazer um CD de hinos de clubes de futebol. Alguns singles foram lançados no mercado, como o do Hino do Flamengo. Com a Banda Vitória Régia ela ainda gravou o DVD Tributo a Tim Maia, pelo Multishow, acompanhando vários artistas e fazendo um solo na faixa Sossego.
Ainda em 1998, integrou a banda de Alceu Valença como backing vocal, na Turnê Forró de Todos os Tempos.
Também em 1998, fez parte do Movimento Musical OutrosSim, cuja proposta era abrir espaço para novos talentos do cenário musical brasileiro. O movimento foi idealizado e realizado por Jorge Vercillo e Marcelo Miranda, e segue firme até os dias de hoje.Nesse ínterim, foi indicada para participar fazendo vocais em produções do renomado produtor fonográfico Guto Graça Mello, que havia assistido ao Tributo a Tim Maia e se interessou pelo belo trabalho vocal de Cidalia de suas companheiras na última formação da Banda Vitória Régia, as vocalistas Gil Miranda, Gilce de Paula e Malu Brasil, integrantes de um grupo de música popular chamado Ébano.
As quatro gravaram dezenas de vocais para inúmeros artistas consagrados, como Sandra de Sá, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Adryana Ribeiro, Banda Eva, Eliana, Família Lima, Netinho Baiano, entre outros.
Torcuato Mariano indicou Cidalia Castro para gravar os vocais do CD de Ed Motta, As Novas Intenções do Manual Prático, com os velhos amigos Alexandre Dantas, Alexandre Lucas e a estreante Kacau Gomes.
Fez vários shows solo,inclusive com convidados especiais como os cantores André Gabeh e Márcio Mendes. Márcio resolveu indicá-la em 2000 para o diretor Carlos Leça, que procurava na época uma estrela para seu novo musical, Rio's Cabaret Musical. Passou no teste e estreou em agosto de 2000 no teatro musical, como a personagem Donanna em um musical ousado, com grandes números no estilo Las Vegas e uma colagem de músicas de grandes musicais da Broadway, entre eles, duas canções de Dreamgirls, I Am Changing e And I Am Telling You I'm Not Going, ambas aplaudidas em cena aberta inúmeras vezes. Começava aí sua trajetória pelo teatro musical.
Ainda em 2000, foi convidada pelo DJ Memê para gravar o single Lábios de Mel, regravação de um sucesso de Tim Maia, pelo extinto selo paulista Estilingue Records, do DJ Silvio Calmon.
Foi ainda convidada por Torcuato Mariano a gravar o CD Love Moments, projeto da gravadora EMI com grandes sucessos consagrados nas vozes de cantoras como Toni Braxton, Mariah Carey, Celine Dion, Irene Cara, entre outras.No ano seguinte, Claudio Botelho e Charles Möeller a convidaram a integrar o elenco do musical Company, de Stephen Sondheim e George Furth, no papel de Susan, com colegas ilustres como Ricca Barros, Daniel Boaventura, Solange Badim, Totia Meirelles e Claudia Netto.
Em 2002, estrelou nova peça do renomado diretor Carlos Leça, Bataclã Brasil, como Miss Lelight e Laura del Fuego, e logo em seguida foi indicada pela cantora Hannah Lima (cunhada de Gabriel, o Pensador) e por suas antigas companheiras de Banda Vitória Régia, Gil Miranda e Gilce de Paula, a participar da gravação do CD/ DVD Acústico MTV Cidade Negra, bem como participar da turnê do Acústico, onde permaneceu por dois anos.
No ano seguinte, foi indicada pelo grande produtor fonográfico Liminha e por Paul Ralphes, ex-baixista do grupo britânico Bliss e produtor dos Acústicos do Cidade Negra e do Kid Abelha, para participar da faixa Filtro Solar, com Pedro Bial. Paul descreveu a Cidalia Castro como "a branca de voz mais negra do Brasil". Na resenha do CD, Pedro Bial fez comentário semelhante: Na interpretação de “everybody’s free”, Cidália, “backing vocal” do Cidade Negra, simplesmente arrasa. Difícil crer que a dona daquela voz negra tenha pele branca… A canção/poema foi um grande sucesso, sendo tema das principais rádios da maioria das capitais do país.
Em 2004, foi indicada por Doriana Mendes para o estúdio de dublagem Dellarte, no Rio de Janeiro, para fazer várias dublagens de filmes e seriados da Disney, como As Visões da Raven, de cujo seriado Cidalia gravou o tema de abertura e dublou tudo que a personagem principal, Raven Baxter, interpretada por Raven Simoné, cantava. Dublou também vários episódios de Eu, a Patroa e as Crianças, fazendo a parte musical da personagem Jay Kyle, interpretado por Tisha Campbell Martin. Em um teste no estúdio, concorrendo com inúmeras cantoras, venceu a concorrência acirrada e, com aprovação dos diretores americanos, gravou a canção Espíritos Ancestrais, versão brasileira da música Great Spirits, para a trilha sonora do desenho Irmão Urso (Brother Bear), da Disney, originalmente gravada por Tina Turner. Gravou a canção Crowning Glory, cantada pela personagem de Raven Simoné em dueto com Julie Andrews no filme Diário da Princesa 2.Gravou também uma abertura especial para dois episódios de Jimmy Neutron, série de animação da Nickelodeon, bem como algumas participações em canções na série.
No mesmo ano, foi convidada pelo produtor Liminha para participar do show da passagem da tocha olímpica no Rio de Janeiro, ensaiando as canções com a orquestra e coordenando os vocais, além de cantar no show, com a presença de grandes nomes como Ed Motta, Sandy & Junior, Ana Carolina, Ivete Sangalo, Zezé di Camargo e Luciano, Zizi Possi, Martinho da Vila, Alcione, entre outras estrelas.
Ainda gravou um projeto acústico com produção e arranjos de MarthaV e Mariana Davies, revelações no cenário pop/rock, com releituras ousadas de vários sucessos, dentre os quais Superstition, de Stevie Wonder, e Faith, de George Michael, em um estilo Folk aliado a seus vocais cheios de soul.
Logo em seguida, por indicação de um grande amigo, Rescalla Cury, foi para São Paulo para participar de testes para o musical O Fantasma da Ópera, de cujo elenco fez parte durante toda a tenporada, inicialmente no coro e pouco tempo depois, como alternante da primadonna Carlotta Giudicelli, personagem de grande importância na trama do musical.
Fez uma breve participação no programa de talentos do apresentador Raul Gil, durante o perído de ensaios do Fantasma da Ópera, entre Março e Abril de 2005.
Foi convidada a dublar textos e canções da personagem Mazz, na série infantil da Disney Os Doodlebops, ao lado de seus colegas de Fantasma da Ópera, Bianca Tadini, Roberto Rocha e Fred Silveira.
Atualmente, além de sua carreira solo, participa de grupos como o grupo vocal All Music, e a banda de funk/soul Subway Jam, em São Paulo.
CIDALIA CASTRO- Resumo
Aulas de canto com os professores Vera Maria do Canto e Mello, Neide Thomas e Marconi Araujo
TEATRO MUSICAL
O Fantasma da Ópera, de Andrew Lloyd Webber, direção de Tânia Nardini e Arthur Masella (2005 / 2006/ 2007). Como Carlotta Giudicelli.
Bataclã Brasil (2002), de Carlos Leça, direção de Carlos Leça, como Laura del Fuego.
Company (2001), de Stephen Sondheim, direção de Charles Moeller e Cláudio Botelho, como a personagem Susan .
Rio's Cabaret Musical (2000), de Carlos Leça, direção de Carlos Leça, uma colagem de musicais da Broadway, como Dreamgirls (Telling You, I'm Changing), Phantom of the Opera, entro outros. Papel: Donnana (protagonista)
MÚSICA POPULAR
Trabalhos de backing vocal com Tim Maia (Tour Ao Vivo 2), Alceu Valença (Tour Forró de Todos os Tempos), Flávio Venturini (Turnês Beija-Flor e Trem Azul), Cidade Negra (Turnê, DVD e CD Acústico MTV), entre outros.
Gravações com diversos artistas tais como Lars H.U.G. (Dinamarca), Ed Motta, Cidade Negra, Flávio Venturini, Xuxa, LS Jack, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Eliana, Adryana e a Rapaziada, Gabriel, o Pensador, Altay Veloso, entre outros. Trabalhos com os produtores Liminha, Guto Graça Mello, Júnior Mendes, entre outros.
Gravações solo e participações solo nas seguintes gravações: Filtro Solar (com Pedro Bial-2003), Sossego (com a Banda Vitória- Régia, Tributo a Tim Maia- 1999); Lábios de Mel (Single), produção de Marcelo ‘ Memê' Mansur (2000); Love Moments – CD solo (EMI -2000), Cidalia – o som do Grande Rio (cd solo, 1998)
Dublagens para Disney : Espíritos Ancestrais (Great Spirits), no filme Irmão Urso (2004); nos seriados As Visões de Raven (como Raven Baxter, inclusive no tema de abertura), Os Doodlebops (como Mazz). E outros seriados, como Eu, a Patroa e as Crianças(My Wife and Kids)e Jimmy Neutron.
Diversos shows com a banda Subway Jam em uma das casas de show mais renomadas de São Paulo, Bourbon Street Music Club.
Shows com a banda Groove Box.
Shows solo por várias casas noturnas do Rio de Janeiro
